Entrevista Dra. Gabriela Franco – Especialista em Cabelos

Especialista em Cabelos

“Me senti mais estressada na quarentena, isso pode ter causado a queda de cabelo e deixado minhas unhas mais fracas?”

Sim, o estresse é um estímulo comum e um fator muito relacionado à distúrbios do crescimento e queda de cabelo. No nosso organismo existem substâncias que são mediadoras do estresse, que podem interromper o ciclo normal de crescimento dos fios, fazendo com que eles caiam mais do que o normal.

 

“Como tenho ficado mais dentro de casa, a falta de sol pode prejudicar a saúde dos meus cabelos?

Todos sabemos que a exposição solar é fundamental pro nosso organismo na síntese da Vitamina D mas, com relação aos cabelos, o excesso de sol está associado à má qualidade dos fios.

O dano causado pela radiação ultravioleta ocorre, principalmente, na região mais externa da haste capilar, que é a cutícula. Isso gera perda de proteínas, fazendo com que a haste capilar se torne mais frágil e quebre com mais facilidade.

 

“Meu sono ficou desregulado na quarentena. Isso pode ter afetado meus cabelos?”

Dormir bem é fundamental para a saúde do organismo, e já está bem estabelecida a relação entre a privação de sono e a queda de cabelo.

A queda de cabelo por falta de sono ocorre não somente pela quantidade do sono, mas também pela qualidade do sono.

 

“Já que fico em casa, preciso lavar meus cabelos, que são oleosos, todos os dias?”

Quem tem cabelo oleoso, tem uma tendência maior de apresentar uma condição chamada Dermatite Seborreica. Nessa situação, os cabelos podem cair até duas vezes mais rapidamente do que o normal, é uma situação que muitos conhecem como caspa. Por conta disso, mesmo ficando em casa, quem tem o cabelo oleoso pode, e deve, lavar os cabelos todos os dias ou, pelo menos, dia sim, dia não.

 

“Tenho lavado bastante minhas mãos nos últimos dias, que tipo de efeito isso pode gerar nas minhas unhas?”

Por mais que lavar as mãos seja um hábito extremamente importante, não só no combate ao novo coronavírus, mas para a eliminação de fungos e bactérias na região das unhas, essa prática, invariavelmente, implica no uso de algum tipo de sabão ou detergente.

O uso em excesso do sabão, assim como o uso em excesso do álcool em gel, contribui para o ressecamento das mãos, das cutículas, e das unhas, sendo que as unhas ressecadas se tornam mais frágeis e quebradiças.

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